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The economics of underdevelopment


 

A. N. Agarwala e S. P. Singh (orgs), 2010

Rio de Janeiro: Centro Celso Furtado / Contraponto
502 páginas
ISBN: 978-85-7866-025-3

 

 

 
 
Nesta edição da coleção Economia Política e Desenvolvimento o Centro Celso Furtado e a Editora Contraponto republicaram o livro originalmente lançado em 1958 por A. N. Agarwala e S. P. Singh. Trata-se de uma coletânea de textos de 22 autores, de diversas nacionalidades, incluindo Celso Furtado, reapresentados com revisão e introdução dos professores Carlos Pinkusfeld Bastos (UFF) e Gustavo Britto (UFMG).
 
O fim da hegemonia inglesa, duas guerras mundiais, a depressão de 1929, o colapso dos impérios coloniais e o surgimento de inúmeros países novos e pobres, que viriam a formar o chamado Terceiro Mundo, convergiram, na segunda metade do século XX, para provocar uma profunda revisão de conceitos e doutrinas em economia. A caracterização do subdesenvolvimento tornou-se muito mais precisa, e o problema do desenvolvimento ganhou nova urgência e novos contornos. As doutrinas tradicionais, que justificavam a velha divisão internacional do trabalho, ficaram em xeque.
 
Na década de 1950 esse debate atraiu muitos dos melhores economistas em atividade no mundo. Textos seminais fundaram um novo e diversificado campo de estudos. Em 1958, A. N. Agarwala e S. P. Singh prepararam esta coletânea que se tornou referência mundial, há muito esgotada no Brasil, e que agora reapresentamos com revisão e introdução dos professores Carlos Pinkusfeld Bastos (UFF) e Gustavo Britto (UFMG). Vinte e dois autores, de diversas nacionalidades, com pontos de vista nem sempre coincidentes, abordam aqui, sob diversos ângulos, a questão do desenvolvimento. Entre eles, é claro, Celso Furtado.
 
Foi uma questão nova no século XX. Até então, processos de crescimento fora dos países centrais haviam ocorrido basicamente em regiões que dispunham de recursos naturais abundantes ou em fases de valorização. Quando, por qualquer motivo, esses recursos se esgotavam ou perdiam importância, a decadência era um destino inevitável, reafirmando a condição periférica da maior parte do mundo.
 
Como seria possível alterar esse padrão recorrente? Incidiu sobre essa pergunta boa parte do esforço teórico e político de uma geração de pensadores que enfrentou a tarefa de questionar um saber econômico consolidado. Graças ao seu trabalho, diversas regiões periféricas, entre as quais o Brasil, conseguiram encontrar novos caminhos, promovendo mutações, como a industrialização, que alteraram substancialmente o nosso campo de possibilidades. Renovou-se a visão do sistema-mundo. A superação do atraso e da pobreza tornou-se um tema urgente e relevante da ordem internacional.
 
Não foi um debate simples, como mostra a divisão deste livro em seis grandes campos temáticos, tampouco envolveu economistas com uma visão homogênea. Aqui, por exemplo, encontramos desde o ortodoxo Norbert Viner até o marxista Paul Baran, passando por Colin Clark, Simon Kuznets, W. W. Rostow, V. K. R. V. Rao e Ragnar Nurske, entre outros.
 
Tal pluralidade de temas e de posições garante o perene interesse de A economia do subdesenvolvimento, o segundo livro da série Economia Política e Desenvolvimento, uma iniciativa conjunta do Centro Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento e da Editora Contraponto. A série foi iniciada em setembro de 2009 com a publicação deDesenvolvimento e subdesenvolvimento, de Celso Furtado, e prosseguirá com a edição de outros clássicos do desenvolvimento. (CÉSAR BENJAMIN)




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