O pensamento de Celso Furtado e o Nordeste hoje
Lançado no Recife, em outubro de 2009, por ocasião do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento Regional do Nordeste, este livro é produto de um ciclo de conferências realizado pelo Centro Celso Furtado, em 2008, em três capitais nordestinas, que congregou especialistas e a comunidade acadêmica e política num esforço de repensar a região.
Veja os autores do livro.
A publicação faz parte de um convênio inaugural entre o Centro Celso Furtado e o Banco do Nordeste do Brasil, e foi editada em parceria com a Contraponto Editora.
Leia a orelha do editor César Benjamin.
Leia o sumário do livro.
Veja abaixo a apresentação do livro feita pela jornalista Rosa Freire d´Aguiar Furtado, diretora do Centro Celso Furtado:
Apresentação
Quando Celso Furtado chegou ao Recife em 1959 para deslanchar, no governo de Juscelino Kubitschek, a Operação Nordeste, que se desdobrou na criação do Codeno e, em seguida, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a região era, em suas palavras, a maior mancha de miséria do hemisfério ocidental. A estrutura agrária obsoleta, as secas periódicas, como a do ano anterior, que deixara meio milhão de flagelados, o imobilismo de uma população, em especial nas zonas mais áridas, incapaz de se organizar em face dos mandantes locais eram males que alargavam o fosso entre a região e o sul do país. O desenvolvimentodo Nordeste passaria a ser prioridade nacional.
A primeira gestão da Sudene, desbaratada pelo golpe militar de
1964, enfrentou muitas resistências, como a das elites temerosas da perda de privilégios, mas trouxe avanços consideráveis no plano econômico. Cinquenta anos se passaram. O Nordeste modernizou-se, sua renda cresceu com taxa superior à das regiões mais ricas do país, mas o perverso atraso social persiste. Refletir sobre o que se formou — ou se deformou — nesse meio século foi o que conduziu o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento a organizar, em 2008, um ciclo de palestras sobre o pensamento de seu patrono e a questão regional. Não para falar do passado, mas, a partir dele, pensar o futuro. No Recife, com a colaboração da Fundação Joaquim Nabuco, em João Pessoa, com o apoio da Universidade Federal da Paraíba e da Secretaria de Planejamento, e em Fortaleza, em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil, professores e especialistas revisitaram o desenvolvimento como caminho para a superação da desigualdade regional.
Além dos coautores deste livro, o Centro Celso Furtado agradece aos demais palestrantes: no Recife, Fernando Lyra, Agostinho Odísio Neto, João Sicsú; em João Pessoa, Ricardo Bielschowsky, Rômulo Polari, Juarez Farias, José Maria de Aragão Melo; em Fortaleza, Roberto Smith, Lula Moraes, Inácio Arruda, José Sydrião de Alencar Júnior. E a Naná Garcez.
Rosa Freire d’Aguiar Furtado
O pensamento de Celso furtado e o Nordeste hoje
Celso Furtado, Tania Bacelar de Araújo, Liana Maria da Frota Carleial, Assuéro Ferreira, Mauricio C. Coutinho, Marcos Costa Lima, Vera Alves Cepêda, Aline Nadege de Menezes Sá, Cristovam Buarque, Clóvis Cavalcanti, Ricardo Ismael.
Fotos de Gustavo Moura
Rio de Janeiro: Centro Celso Furtado / Banco do Nordeste / Ed. Contraponto, 2009
246 p.
ISBN: 978-85-7866-020-8
Para adquirir o livro veja informações no site da Contraponto Editora:
www.contrapontoeditora.com.br
|