Cabe à Presidência Acadêmica retomar a tradição de Celso Furtado no estudo dos problemas do subdesenvolvimento e políticas de desenvolvimento do Brasil e da América Latina. Para isso, as atividades acadêmicas devem levar em conta que as economias desenvolvidas e subdesenvolvidas requerem tratamentos distintos, tanto teóricos como propositivos, para vencer o quadro de dependência que secularmente tem limitado o processo de construção nacional de nossos países.
Levando em conta essas premissas furtadianas, as principais tarefas acadêmicas do Centro são as seguintes:
- realizar debates, seminários e conferências sobre a temática do desenvolvimento e subdesenvolvimento para possibilitar uma livre circulação de idéias sobre as políticas públicas adequadas para a promoção da justiça e da igualdade.
- publicar e divulgar amplamente todo o material produzido no Centro, além de uma série de artigos e livros difundindo o pensamento dos principais autores nacionais e internacionais sobre o desenvolvimento e subdesenvolvimento.
- estimular o avanço do pensamento sobre políticas de desenvolvimento realizando estudos e pesquisas em conjunto com pesquisadores de outros centros com as mesmas áreas de interesse.
- organizar e ministrar anualmente cursos sobre desenvolvimento econômico e social para retomar a discussão sobre subdesenvolvimento, partindo das raízes do método histórico-estrutural adotado por Celso Furtado. A série teve início, em 2006, com um estudo sobre as principais obras do mestre.
- organizar, atualizar e divulgar no site do Centro Celso Furtado os seminários, mesas redondas e cursos realizados nas atividades acadêmicas do Centro e divulgar todas as notícias e artigos que considerar pertinentes ao estudo do desenvolvimento nacional e internacional.
A primeira publicação do Centro foram os Cadernos do Desenvolvimento, lançados em julho de 2006. Em 2007 lançou-se a publicação Memórias do Desenvolvimento.
O primeiro número de Cadernos constou de textos inéditos e transcrições dos debates do seminário realizado em homenagem a Celso Furtado em Brasília, no Senado Federal, em novembro de 2005. Foi, sem dúvida, uma bela homenagem. Mas a única homenagem verdadeira que podemos prestar a Celso Furtado é retomar e atualizar o pensamento dele sobre o mundo e sobre a América Latina, sobre a qual ele refletiu até o fim da vida.
|