Os debates com o economista indiano Deepak Nayyar e as outras intervenções abordarão o percurso da Índia no século 20, bem como as interações entre desenvolvimento econômico e democracia na Índia independente.

 

Programação

 
 
 

9 DE AGOSTO

10:00 – 10:30
 

Mesa de Abertura

10:30 – 12:00
 

Deepak Nayyar

"The Indian Economy during the Long Twentieth Century: Growth and Development"

12:00 – 12:30
 

Debate 

15:00 – 15:45
 

Carlos Henrique Santana (IESP-UERJ)
India e Brasil: Resultados inversos de duas experiências de desenvolvimento similares

A atual crise financeira criou um espaço para revisão de projetos de desenvolvimento que escapam do mainstream econômico. Entre os BRICs essa discussão se destaca porque o Estado assumiu um papel central em suas trajetórias de desenvolvimento. Esse artigo procura comparar dois casos com maior similaridade nesse bloco de paises: o Brasil e a Índia. Embora o tamanho do Estado indiano em termos de ativos seja maior do que seu análogo brasileiro, isso não resultou num impulso de crescimento no período ISI, como ocorreu no Brasil. Na fase pós-liberalização verifica-se o inverso: a Índia cresce e o Brasil estaciona em sucessivas crises financeiras. Tendo isso em vista, o artigo pretende caracterizar a qualidade das capacidades estatais para entender as variações sobre desempenho macroeconômico, enfatizando, para isso, o papel dos sistemas bancários público dos dois países.

16:00 - 16:45 
 

José Maurício Domingues (UERJ)
A Índia: semiperiferia e acumulação capitalista global

A Índia, após a independência, articulou um estado desenvolvimentista amorfo mas bastante bem sucedido, que permitiu posicionar-se em uma emergente semiperiferia do sistema capitalista global. Desde os 1990 certas aberturas neoliberais e em áreas de tecnologia avançada (nomeadamente software) tiveram lugar, mas não houve alteração na posição do país. Ao contrário de abordagens mais entusiasmadas, em geral de fundo neoclássico, argumenta-se aqui que a Índia, mantém-se na periferia, bastante dependente e relativamente subdesenvolvida, participando ainda do padrão global de acumulação flexível e polarizada.

 
17:00 - 17:45
 

Marcos Costa Lima (UFPE)
India: impasses e avanços da modernização. Economia, Política e Cultura

A Índia é um país de muitas contradições. Alia avanços em setores estratégicos e de ponta de sua economia, como o software, com uma enorme pobreza e altos índices de analfabetismo. Seu modelo econômico a partir da independência, em 1947, aliou nacionalismo, desenvolvimento industrial de base e planejamento. No ano de 1991 inicia um processo de abertura que perdura até os dias atuais. Uma questão central é avaliar se os avanços do capitalismo estão se processando na correção dos desníveis sociais. Trata-se de aprofundar uma reflexão articulando as dimensões econômicas, políticas e de cultura. Em que medida faz sentido a afirmação de Partha Chaterjee de que a "Índia foi salva por sua cultura"?

 

18:00
 

Coquetel



   
 
 

10 DE AGOSTO

10:00 -11:30
 
 

Deepak Nayyar

"Economic Development and Political Democracy: The Interaction of Economics and Politics in Independent India"

11:30 -12:00
 
 

Debate

14:00 – 14:45
 

Maira Baé Vieira (UFRGS)
Condicionantes internos e externos da política externa indiana para a africa no novo milênio

A exposição tem como objetivo estabelecer os fatores determinantes da presença contemporânea da Índia na África, considerando-se os principais objetivos de sua política externa, seu histórico de atuação no continente e as influências sistêmicas que resignificaram o papel da semi-periferia na intensificação do processo globalizatório.

 
15:00 – 15:45
 

Sebastião Velasco e Cruz (Unicamp)
Um Olhar à Distância. Reflexões sobre padrões de desenvolvimento e Inserção Internacional da Índia.

Para o observador externo, a Índia apresenta-se, sob muitos aspectos, como um país desconcertante: com população enorme e profundamente heterogênea, cindida por clivagens sociais agudas, o fato de a Índia ter preservado a democracia desde a sua independência é algo que até hoje desafia a análise política. O seu desempenho econômico também surpreende: mantendo por muitas décadas uma taxa relativamente baixa, mas contínua, de crescimento, a economia indiana ganhou dinamismo novo em meados da década de 1980, e o vem sustentando até os dias de hoje, a despeito da crise financeira que eclodiu na Ásia em 1997, e da crise financeira global de 2008. Objeto de sanções internacionais depois dos testes atômicos de 1998, a Índia -- que sempre rejeitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear -- foi pouco depois redimida pela diplomacia norte-americana, que a elevou à condição de aliada estratégica, tendo concluído com ela amplo acordo de cooperação nuclear -- reconhecimento de fato do status da Índia como uma das seis potências nucleares do planeta. Isso, porém, não tem evitado os atritos entre os dois países no plano comercial, e diferenças manifestas no tocante a questões de segurança internacional. O objetivo da conferência será o de refletir sobre esses aspectos, tomando como ponto de partida uma caracterização sumária de alguns dos traços salientes do que poderíamos chamar de “modo indiano de desenvolvimento”.

 
16:00 – 16:45
 

Lytton Guimarães (UnB)
Ascensão da Índia: Desafios e Perspectivas

1. Introdução; 2. Breve história política da Índia (da independência ao final da Guerra Fria, desafios após a Guerra Fria); 3. Alguns persistentes desafios nacionais e regionais (condições socioeconômicas, movimentos separatistas, Paquistão e Caxemira, China, etc.; 3. O Contexto Global; 4. Estaria a Índia pronta para se tornar uma potência global?; 5. Conclusões.

 

17:00
 

Mesa Redonda / Debate

 
   
 
 

 

  

 

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