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Indicações da Editora da UEPB


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A Editora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) apresenta uma seleção exclusiva de cinco livros dedicados à temática do desenvolvimento. Os títulos, selecionados pelo nosso associado e Diretor da EdUEPB Cidoval de Morais de Souza, abrangem uma diversidade de abordagens sobre o desenvolvimento, desde as teorias clássicas até as mais contemporâneas, tratando de aspectos socioeconômicos, políticos e culturais. Os organizadores e autores são especialistas renomados e estudiosos dedicados, cujas obras são referências nas respectivas áreas de atuação.

 

Olhares sobre Celso Furtado


OLIVEIRA NETO, João Matias de; SILVA, Marcelo Saturnino da (Orgs.). Olhares sobre Celso Furtado: educação, desenvolvimento e meio ambiente. Campina Grande, PB: EdUEPB, 2022. 248 p.

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A construção teórica e histórica do desenvolvimento, segundo o pensamento de Celso Furtado, passa por muitas etapas; algumas de ordem teórico-cognitiva ou axiológica, outras de ordem pragmática. Essa matriz de construção teórico-cognitiva, como optamos por nomear, entende a percepção dual do desenvolvimento entre centro e periferia como a de dois eixos sociohistóricos divergentes e até conflitantes. Ao treinar nossos olhar para observar que o desenvolvimento, embora entendido frequentemente como crescimento econômico, expressa questões históricas e internacionais cuja compreensão demanda análises mais aprofundadas, percebemos que nos foi vendida uma ideia de subdesenvolvimento eivada de preconceitos: ora porque a região subdesenvolvida possuiria uma “inaptidão natural” ao crescimento, ora porque haveria barreiras intransponíveis engendradas pelo capitalismo do século XX.

Furtado, por seu turno, demonstra que nem o capitalismo se desenvolve da mesma maneira em todos os lugares, nem tampouco as regiões se encontram integradas por expectativas, realizações e desejos aproximados. Resolvida essa questão de ordem teórico-cognitiva, vai-se ao pragmatismo. E surge o Celso Furtado coordenador do GTDE, da CEPAL e da SUDENE; momento em que o pensador-economista dá ainda mais vida ao gestor que, de certa maneira, ele sempre foi. À frente dessas instituições de Estado, Furtado atuará na perspectiva de superação do estigma do “atraso brasileiro” - então encravado no pensamento social local -, em direção a uma proposição do progresso via desenvolvimento integrado. Uma tentativa, diríamos, de abordar a questão nacional e internacional com olhos mais autônomos, observando as realidades locais segundo problemas e soluções locais e sem deixar de considerar as estruturas sociohistóricas de desenvolvimento, crescimento e exclusão.

Neste livro, fruto de um curso que ministramos no ano de 2020, no Departamento de Educação do Centro de Humanidades da UEPB, por ocasião das comemorações dos 100 anos de Celso Furtado, trazemos um conjunto de perspectivas distintas que demonstram a luta teórico-cognitiva (do Furtado pensador) e, também, pragmática (do Furtado gestor), em direção a concretização das teses do economista nascido na cidade de Pombal, alto sertão da Paraíba.
O conjunto dos artigos aqui apresentados constituem um panorama e atualizam a contribuição do pensamento Furtadiano para pensarmos temas e problemáticas que continuam nos afetando, o que expressa a atualidade e potência das reflexões de Celso Furtado.

O livro está organizado em três partes. A primeira, intitulada “Desenvolvimento e subdesenvolvimento no Pensamento de Furtado” é constituída por dois artigos que buscam revisitar o tema do desenvolvimento/subdesenvolvimento na obra de Furtado, enfatizando o papel do Estado numa perspectiva republicana, o que diferenciaria as reflexões do pensador e economista paraibano das reflexões de outros autores, no âmbito do pensamento econômico brasileiro.

A segunda parte tem como título “Nordeste, instituições e Desenvolvimento”, englobando um conjunto de quatro artigos, cujos autores(as), tendo como horizonte o pensamento de Furtado, procuram pensar o Nordeste, as Instituições e a atuação do Estado, no âmbito local, nacional e internacional. Nestes artigos, encontra-se uma reflexão sobre o nordeste em suas configurações sociais, econômicas e institucionais, passando por uma reflexão sobre as secas, as transformações políticas locais, a perspectiva educacional na construção da Universidade Estadual da Paraíba e a própria democracia.

Por fim, dois artigos formam a terceira e última parte do livro. São artigos que refletem e atualizam a relação entre Desenvolvimento e Meio Ambiente, demonstrando, a atualidade do pensamento de Celso Furtado, inclusive quando se considera os atuais setores econômicos que expressam a aposta atual, de parte da sociedade brasileira, rumo ao desenvolvimento, como é o caso do agronegócio.

Importa salientar que a retomada do pensamento de Celso Furtado, aqui empreendida, é realizada na perspectiva preconizada por Nietzche. Trata-se, assim, de pensar o passado, contra o presente e tendo como horizonte o tempo por vir (Deleuze, 2016, p. 257). É a esperança que nos move. Nesse sentido, para nós é significativo que este livro (sobre o pensamento Furtadiano) venha à luz exatamente este ano, quando celebramos o centenário de outro nordestino, o educador pernambucano Paulo Freire, pensador da esperança.

João Matias de Oliveira Neto
Marcelo Saturnino da Silva
Os organizadores.

 

Diálogos interdisciplinares em desenvolvimento


PAULA, Andréa Maria Narciso Rocha de; SOUZA, João Morais de; AMORIM, Mônica Maria Teixeira (Orgs.). Diálogos interdisciplinares em desenvolvimento. Campina Grande, PB: EdUEPB, 2022. 430 p.


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A coletânea que apresentamos é fruto do diálogo entre o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) – instituição situada em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, e o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com sede em Campina Grande, no estado da Paraíba. Resulta, igualmente, do dedicado trabalho de equipe das editoras dessas duas universidades públicas estaduais – a Editora UNIMONTES e a EDUEPB.

A coletânea reúne um conjunto de textos advindos de pesquisas realizadas no âmbito dos dois programas mencionados – o PPGDS e o PPGDR, bem como de colaboradores de outras instituições, envolvendo docentes e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e que discutem temáticas que englobam a categoria epistemológica do desenvolvimento.

André Maria Narciso Rocha de Paula
João Morais de Sousa
Mônica Maria Teixeira Amorim
Os organizadores.

 

Teoria Regional do Desenvolvimento


PEDRÃO, Fernando. Teoria regional do desenvolvimento. Campina Grande, PB: EdUEPB, 2022. 188 p.


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Este livro é um acerto de contas com uma história dos estudos e do planejamento regional no modo como eles surgiram e ocuparam um espaço na luta por políticas de desenvolvimento e como representaram um importante espaço de reivindicação de autonomia e rompimento com uma tradição profundamente enraizada de alienação no campo da economia e das demais ciencias sociais na América Latina. Depois de um período de ascensão e descenso os estudos e as políticas regionais decaíram junto com os objetivos e as políticas de desenvolvimento, ficando reduzidas ao macaqueamento de países identificados com os interesses do grande capital e com a repetição de esquemas de análise mecanicistas. A perspectiva regional da superação do subdesenvolvimento é um componente da vivência com os problemas de desenvolvimento econômico e social entendidos realmente como de reversão de tendências ao subdesenvolvimento.

Fernando Pedrão

 

Para uma nova Economia Política


PEDRÃO, Fernando. Para uma nova Economia Política. Campina Grande, PB: EdUEPB, 2022. 124 p.


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É preciso renovar a Economia Política para atender aos pleitos de emancipação das nações que ficaram dominadas pelos sucessivos sistemas de poder mundial. Nesse pleito, descarta-se qualquer compromisso com a economia ortodoxa, basicamente formada na perspectiva dos interesses do capital, carregando vícios conceituais como as noções de escassez relativa, liberdade do consumidor, equivalência em mercados. Uma renovação da economia implica em visão atualizada da história, substituição da visão de estados e formas pela de processos e modos.

Deságua em revisão do conceito de modernização que inclui os diversos movimentos de modernização ao longo da história e qualifica a modernidade atual com seus significados de destruição, de atualização do atraso e o humanismo negativo da civilização do capital. A modernização autoconsciente é a que reconhece o fundamento de exploração na produção social de riqueza. A nova Economia Política é uma ciência social que se situa acima das departamentalizações e se assume como consciência social do mundo moderno.

Fernando Pedrão

 

Desenvolvimento em bases regionais


CARVALHO, José Otamar de. Desenvolvimento em bases regionais (Experiências com Políticas Públicas). Campina Grande, PB: Ed. UEPB, 2021. 641 p.


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O livro escrito por Otamar de Carvalho, somente agora concluído, foi construído, em parte, nos anos de 1976 a 1978. Ficou parado um bom tempo, por motivos diversos. Otamar só voltou ao que havia escrito naqueles três anos em 2018, assim agindo para não deixar perder o que de bom havia produzido nos idos dos anos de 1970. Viu e reviu o que havia estudado e anotado, para dispor da força que o animou em mais três anos de trabalho, para completar o que vira, sintetizara e sistematizara em relação às reuniões de trabalho e visitas de campo, nos países objeto do II Study Tour: Egito, Índia, Itália, Espanha, Holanda e Bélgica, tendo sempre o Brasil como contraponto. Para concluir o livro, Otamar de Carvalho compulsou uma extensa bibliografia sobre os assuntos aqui abordados, em matéria de Desenvolvimento Institucional; Planejamento e Execução de Programas de Desenvolvimento Agrícola; Desenvolvimento Rural Integrado; Desenvolvimento Regional; Recuperação de Terras; e Instrumentos de Política Econômica. Em relação a todos esses temas, aparece com destaque a Sudene, entidade aqui valorizada como instituição de planejamento e desenvolvimento regional, com atuação no Nordeste do Brasil, e também como patrocinadora da Viagem de Estudos tratada neste livro.

Carlos Miranda. Prefácio.






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